Carregando agora
×

COP30 Onde um Novo Brasil Começa

COP30 Onde um Novo Brasil Começa

COP30 Onde um Novo Brasil Começa

Acesse o Dosseiê COP30 Brasil Novembro de 2025 e desdobramentos no portal da revista AEscolaLegal e veja como participar. Empresas, instituições, cientistas, jornalistas podem contribuir do modos diversos. Apoio, publicidade, patrocínio, textos, artigos, vídeosEnvie-nos.

A COP30 colocou o Brasil em evidência na luta pela melhoria nas condições do clima e do aquecimento global. Entretanto, ao mesmo tempo, abriu espaço para pesquisa de perfuração de poços de petróleo na foz do Rio Amazonas. Isso seria menos pior se o governo anterior não tivesse privatizado a refinadora de óleo da Petrobrás, empresa que produziria gasolina e outros combustíveis por preços muito mais competitivos para o mercado interno. Portanto, sofreu com a força do Lobby.

Quem lucra com isso são justamente as grandes empresas estrangeiras que vendem a gasolina sem concorrência no país. Mas, esta não é a razão deste texto. Trata-se aqui de entender as críticas que o Brasil tem recebido quando o assunto é alteração climática a partir das atividades predatórias humanas. Quais sejam, prospecção e perfuração de poços de petróleo – combustível fóssil – mineração (garimpo) e poluição por dejetos minerais cancerígenos nos rios. Além disso, o desmatamento irregular criminalizado, de acordo com a Lei pelas autoridade oficiais do país – IBAMA, Ministério do Meio Ambiente, MPF, PF etc.

Ou seja, por um lado a questão do desenvolvimento sustentável e limpo, como garantia de futuro, e de outro a economia do país agora, hoje. Instante em que vê-se obrigado a pagar suas dívidas, investir na melhoria do povo, na educação, na saúde, na infraestrutura e na segurança (todos objetos de esforços muito complexos, no não menos pantanoso terreno social).

Desenvolver-se, envolver-se, separar e acumular

Todas as tentativas do governo federal são barradas quando se trata de equilibar a balança desfavorável para os mais pobres – cerca de 80% da população se considerarmos as três primeiras camadas do estrato social – a saber: classes C,D,E. (Àquelas que têm vencimentos financeiros variando entre 1 dólar até 60 dólares/dia – cálculo aproximado.) O jogo político é pesado e sujo. É a antítese da guerra, mas é tão ou mais cruel, só pelo fato de apresentar dados de invisibilidade, ou não apresenta-los. Luta de classes.

Pois bem, o discurso e/ou as narrativas estão sempre envoltos numa “dinâmica digital” contemporânea. Os temas eram majoritariamente debatidos em terrenos antes físicos e naturais, palanques, comícios, encontros e debates. Porém, a partir de certo momento, com a entrada dos computadores e a informatização em alta escala – big data – a inteligência artificial, IOT surge o conceito renovado de energia, o mais intangível ativo da nova economia.

Ela tornou-se o calcanhar de aquilos dos países em busca de desenvolvimento, produtividade e competitividade no cenário mundial, os tais G8 e G20 e seus atores virtuais com seus vetores de riqueza e independência: Banco Mundal, FMI, BRICS, Dolár, Euro, Yuan…Todos disputam uma fatia – cada vez maior – do planeta, de sua população e de suas riquezas e recursos.

E como se encontra, produz, concentra, armazena e vende-se Energia?

Aqui começa o grande jogo da atualidade. Tudo o que se quer é ter o máximo da energia possível para continuar a produção, a exploração, a criação e o desenvolvimento da riqueza. Atualmente, a idea mater é que esta energia seja limpa. Ou seja, que não produza efeitos colaterais indesejáveis; poluição atmosférica, desmatamento, assoreamento de bacias fluviais, agrotóxicos nos alimentos, doenças, poluição hídrica.

Para piorar, todos estes problemas estão interligados, e para cada solução apresentada surge um novo problema. Estamos tratando de fenômenos físicos potencializados por fenômenos sociais. Queremos ter um Sol. Produção constante, sem desperdício, sem sujeira. Excelente, mas incontrolável. O que nos protege é a noite e a indústria farmacêutica, vendendo paliativos que todos sabem não resolvem, de fato. Quebram um galho, é certo. Porém…

Conhecemos alguns exemplos e formas de produção de energia. Mesmo as mais limpas causam ou causaram problemas, no início, no meio e no fim dos processos de geração. Energia nuclear, energia hidroelétrica, energia a combustível fóssil, eólica, solar, biomassa, biocombustível, energia mecânica de tração animal, humana, emfin, todas encarnaram problemas. Trazem soluções, mas apresentam desafios. É assim que a roda gira. Moto perṕetuo-fisica quântica (?)

Sinuca de Bico

Deste modo, o desafio que se coloca para o Brasil e aos países signatários da Decisão Mutirão (o Mapa do Caminho que ainda será desenhado), ou dos quase 195 países que se prontificaram a apoiar o evento da COP30 é complicado. Há soluções que diminuem efeitos negativos. Há tecnologias que podem e devem ser usadas. Há recursos financeiros que podem ser alocados. A Alemanha, ironicamente, decidiu doar 1 bilhão de euros para proteger a Floresta Amazônica para sempre.

A Noruega idem, enquanto explora minérios na Amazônia e depreda a natureza. EUA e Emirados Árabes, dependentes de petróleo fóssil (o que merece uma profunda investigação de agências internacionais independentes e idôneas) não compareceram por razões que não cabem aqui, agora.

A China veio com representantes. Mas, por ser uma grande poluidora, deixa um certo travo na consciência. Entretanto, ela tem demonstrado, pelo menos, certo interesse em combater o aumento da temperatura global. Os outros países sentem-se atraidos pelo BRICS e trazem soluções paliativas. Não tem muitos recursos. Mas, têm inteligência e vontade.

Enfim, nesta hora vale tudo, desde que não custe muito dinheiro. A não ser que uma porcentagem dos recursos destinados à construção de armas e equipamentos bélicos seja alocada para ajudar nas soluções possíveis do problema.

Dúvida

Ainda assim, me pergunto: Por que os EUA não quiseram participar do esforço conjunto de tantos países com os quais ele mantém boas relações comerciais e diplomáticas? Afinal, trata-se de salvar o planeta. Não ?

Comente no box abaixo

Share this content:

Caderno Especial de Ciência para Estudantes, Professores, Pesquisadores e Interessados. ÆscolaLegal é um esforço coletivo de profissionais interessados em resgatar princípios básicos da Educação e traduzir informações sobre o universo multi e transdisciplinar que a envolve, com foco crescente em Educação 4.0, Tecnologia, Sustentabilidade, Ciências e Cultura Sistêmica.