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O formato do Jerimum Abóbora

O formato do Jerimum Abóbora

O formato do Jerimum Abóbora

Cor, cheiro, sabor, tamanho, peso, textura e outras características secundárias servem para criar o espectro das diferenças entre as espécies. No fundo são adaptações para sobrevivência frente as dificuldades naturais. Afinal, não foi nada fácil surgir, desenvolver-se e criar as estratégias de subsistência num torrão de pedra incandescente. São milhões, bilhões de anos de evolução, adaptação e existência. Já se perguntou de onde vieram?

Formas e modos de ser e existir estão intrinsecamente relacionados ao aspecto geográfico, o meio onde se vive. Os animais e os vegetais ocupam os espaços nos terrenos onde se sentem melhor adaptados: comida, água, proteção para viver e se reproduzirem.

Os mais próximos da água têm características que os diferenciam daqueles que dela vivem afastados. Assim como os que vivem dentro dela, ou aqueles que convivem harmoniosamente nos dois meios. Na essência, entretanto, atributos e necessidades são comuns a todos. A permanência da espécie. Seu sistema interno é sempre o mesmo, seguem o mesmo modelo – plataforma, com pequenas alterações que as condições externas provocaram. Adaptações/evolução. Algumas para o bem, outras para o mal. Estas últimas, contudo, definham e desaparecem vitimadas pela competição.

Entre si são absolutamente compatíveis uns com os outros, com as moléculas dos polipéptidos, aminoácidos e enzimas presentes nas células eucariontes do complexo de Golgi, nos quebradores de moléculas, e ainda mais profundamente nos átomos que os conformam e produzem a energia necessária para continuarem vivos. É assim na estrutura das cadeias deeniáticas do tripanossoma cruzi, ou do mosquito Aedes Aegypti, tanto quanto no cisto ovariano do mustelídeo meio anfíbio Ariranha, a lontra – lobo da Amazônia.

De onde e quando tudo muda

No entanto, para este último mamífero, quadrúpede, coberto de pelos especialmente desenvolvidos para mergulhar e nadar, ao mesmo tempo em que mantem a temperatura corporal suportável (homeotérmico – sangue quente independentemente da temperatura ambiente), como o boto cor-de-rosa, isso só ocorre porque o pacu (Piaractus da família dos Carás), peixe coberto de escamas de sangue frio é um dos seus alimentos comuns. O pescador humano amazônico também está na lista de caçadores – pescadores – coletores – plantadores.

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Entre os 2 trópicos áreas de grande adaptabilidade das espécies.(Img Web)

Assim o ciclo do raciocínio também se fecha ao chegarmos no franco-brasileiro. Ou a qualquer outro habitante das coordenadas geográficas encontradas abaixo e acima da linha do Equador, e por conseguinte, entre as mesmas de Capricórnio e Câncer. Dito que segue a estrutura básica do modelo cartográfico global – o que está embaixo vai na direção contrária e o de cima idem abaixo.

Como se numa bola ‘rolando’ isso fosse possível. Fora destes eixos a vida humana se torna bem mais complicada, embora haja os que se encontrem adaptados a tais condições. Talvez deva-se à inclinação do eixo natural do planeta, a obliquidade da eclíptica.

Fundamentalmente clima, relevo, efeitos da luz e calor do sol o que impede o reino vegetal de se expandir com suas espécies comestíveis etc. Estima-se que variem de 30 mil a 300 mil vegetais os possivelmente comestíveis, mas deste número apenas 200, no máximo, são utilizadas. Sem falar das pancs. E 99% das espécies comestíveis se encontram nesta faixa entre os trópicos.

A Agricultura existe há uns 12 ou 15 mil anos. Isso pode significar que a humanidade, com toda a arrogância que lhes é típica, ainda não entendeu, conheceu, desenvolveu sequer 0,002% das possibilidades de alimentos vegetais. E dizem que o agro é pop. Pode ser um grande negócio, mas é imensamente limitado. Para suprir esta deficiência, come-se carne animal.

Algo atrapalha o grande ciclo equilibrado da natureza, e tudo indica que já podemos parar de comer carne. A carniceria só permanece e se mantém assim, como hábito cultural, e econômico – graças ao sistema capitalista e as cadeias de mercado que suporta. A agropecuária intensiva é muito irresponsável. Mas dá bastante dinheiro, e gera muita propaganda.

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Tubarões ameaçados de extinção seguramente irão alterar todo o equilíbrio da vida no planeta. Poderemos suportar? (Img. Web)

Assim, dentro deste círculo enorme girando em torno de seu eixo inclinado, a vida se desenrola e evolui. Com a passagem desta esfera pelo tempo, podemos entender a idade e as várias eras geológicas do planeta. Por tratar-se da nossa capacidade de interpretar a relação espaço-temporal, onde ocorre a ação da vida no espaço terreal é que temos a percepção das variações animais e vegetais e terrenos diversos, cada qual se adaptando, e evoluindo da melhor forma ao entender como se comportar no espaço definido com seu.

Desta forma, e por isso mesmo, é comum vermos tubarões Mangona nos mares da África do Sul (costa leste), mas não no Brasil. De mesmo modo leões são comuns, atualmente na África, em parques protegidos contra humanos, bem como tigres siberianos nas regiões altas e frias da China e da antiga União Soviética. Infelizmente, ambos em risco de extinção, graças a ação predatória humana. A mesma ação que põe em risco e por fim levará a humanidade a extinção como tal.

Assista este vídeo.

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Caderno Especial de Ciência para Estudantes, Professores, Pesquisadores e Interessados. ÆscolaLegal é um esforço coletivo de profissionais interessados em resgatar princípios básicos da Educação e traduzir informações sobre o universo multi e transdisciplinar que a envolve, com foco crescente em Educação 4.0, Tecnologia, Sustentabilidade, Ciências e Cultura Sistêmica.