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Pediculose – Ação Comunitária

Pediculose - Ação Comunitária

Pediculose – Ação Comunitária

Alunos do curso de Biologia da Estácio Amazonas atuam no combate aos piolhos que infestam as comunidades locais. Ciência e aspectos pedagógicos juntos na produção de conhecimento.

Este artigo relata a experiência de um grupo de alunos da Faculdade Estácio do Amazonas da disciplina extensionista Invertebrados Lofotrocozoários. O procedimento de avaliação da disciplina contempla o desenvolvimento de projetos de extensão com o objetivo de que cada discente consolide conhecimentos e competências sobre a temática e viva experiências transformadoras junto à comunidade. Por meio de atividades e orientações, o projeto beneficiou a comunidade ao capacitar os alunos que analisaram e discutiram sobre o tema Pediculose.

O piolho é um velho conhecido da cabeça das pessoas e a infestação por esse ectoparasita é um problema que atravessa gerações e gerações. A necessidade do combate no ambiente escolar foi o tema escolhido para esse projeto. A ocorrência de piolho deve-se a vários fatores. Citamos entre eles: socioeconômicos, problemas familiares, falta de recursos voltados a saúde nas escolas e a falta de comunicação entre os responsáveis pelos alunos. Todos esses pontos se não forem discutidos na comunidade escolar, podem gerar a infestação da cabeça das crianças.

Graduandos, professores e crianças

Como estudantes do curso de Ciências Biológica, futuros profissionais e pesquisadores, compreendemos a importância de estudar os seres vivos. Diante disso, a saúde e a qualidade de vida das pessoas são de suma importância. Portanto, através da disciplina de extensão sob a orientação da Professora Doutora Tatiana de Oliveira Ramos, promovemos a conscientização, despertamos o interesse e envolvemos a comunidade escolar. São atitudes simples e práticas que fazem toda a diferença na prevenção e combate do piolho.

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Piolhos vistos ao microscópio. Detalhe para as garras em forma de ganho com o que se prendem aos fios do cabelo.
(Img. USP)
Eles adoram o calor

A pediculose é uma doença causada pela infestação do inseto Pediculus humanus humanus, conhecido popularmente como piolho. Esse ectoparasita se alimenta exclusivamente de sangue, habita ambientes quentes, escuros e úmidos e deposita seus ovos nos fios de cabelo. Durante sua vida passa por três estágios de desenvolvimento, fase de ovo conhecidos como lêndeas que ficam presas ao fio de cabelo. Ninfa e o piolho adulto vivem cerca de 30 dias. Uma fêmea produz, aproximadamente de 150 a 300 ovos ao longo da vida e a alta temperatura beneficia a proliferação dos piolhos, com maior número de relatos de infestação no verão.

Um teatro com fantoches foi apresentado para os alunos explicando desde a contaminação pelo piolho, o reconhecimento da sua infestação até o seu controle. Usando uma boneca de cabelos longos, enfatizamos a importância da higiene do cabelo, manter sempre preso, além disso, evitar compartilhar roupas e acessórios que podem estar contaminados com piolho.

Como dinâmica de fixação do conteúdo ministrado, cada aluno recebeu um desenho para colorir as imagens de produtos e objetos que são usados na prevenção contra o piolho. Enquanto coloriam, os alunos contavam histórias das vezes que tiveram piolho e também de alguns casos de seus familiares que foram contaminados por esse ectoparasita.

Cada aluno recebeu um kit contra o piolho que continha um pente fino, um elástico de amarrar o cabelo, um bombom e um folheto informativo para os pais ou responsáveis.

A participação dos alunos no projeto foi muito enriquecedora. Tanto que os discentes verificaram que as crianças já tinham informações básicas sobre o que é o piolho, onde ele vive e o que ele faz. Além disso algumas crianças já conheciam o termo Pediculose. A participação no projeto, despertou o interesse pelo ensino, aperfeiçoou a oratória, despertou a criatividade e foi uma oportunidade para aprender algo novo.

Através do projeto os discentes vivenciaram a interação professor-aluno e isso foi enriquecedor. Uma das discente participante relatou que durante a escrita do projeto, houve todo um planejamento para o dia da execução e imaginamos que aconteceria exatamente como programado.

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O professor da turma, os pequeninos e os kits de atração ao tema. (Img. cedida)

Contudo, na prática foi diferente. Quando chegamos na sala de aula a interação com os alunos proporcionou uma experiência nova e muito boa que despertou o desejo de lecionar na faixa etária infantil. As crianças através da sua curiosidade e diversas perguntas nos instigam a ensinar e aprender de forma mais intensa e criativa o conteúdo inicialmente preparado.

A experiência vivida no projeto foi importante desde a escolha do tema, do local e principalmente por conectar o conhecimento acadêmico à comunidade, promovendo benefícios mútuos. A disciplina extensionista na grade curricular do curso de Ciências Biológicas é de suma relevância. Uma vez que ajuda resolver problemas reais, melhora a qualidade de vida das pessoas e estimula o desenvolvimento local. Enquanto isso, proporciona aos discentes uma importante experiência prática enriquecedora.

Tatiana Ramos de Oliveira – Profª Ciências Biológicas Fac. Estácio – Amazonas

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Caderno Especial de Ciência para Estudantes, Professores, Pesquisadores e Interessados. ÆscolaLegal é um esforço coletivo de profissionais interessados em resgatar princípios básicos da Educação e traduzir informações sobre o universo multi e transdisciplinar que a envolve, com foco crescente em Educação 4.0, Tecnologia, Sustentabilidade, Ciências e Cultura Sistêmica.

4 comments

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VANDERLANE RODRIGUES DOS SANTOS

Manter informações ativa como essas fazem toda diferença na vida de uma comunidade escolar e local. Prevenção e cuidados é base para uma boa qualidade de vida.

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Sílvia Pompeia

Isso mesmo. Bela experiência. Confirma o que temos observado nos últimos 30 anos dedicados à Educação no Brasil: o ensino contextualizado, ATUANDO com estudantes e sua comunidade, traz resultados muito superiores, além de ser divertido e instrutivo para os docentes!!

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    Editor

    Sim, Silvia. É verdade! Sir um pouco de celular, da lousa e dos eletrônicos e fazer contatos diretos com a natureza ajuda muito a entender a curtir melhor a vida!